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2009-09-13

fanzine | foi no que deu 003 - making of

Este singelo texto sobre a cidade de Schilandenbergstalden surgiu em uma tarde... algum tempo depois, foi parar no matedrive e se tornou um fanzine...

Como? Por quê? Que raios?

Tudo começou como um trabalho para a cadeira de Geografia Urbana I do curso de licenciatura em geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A professora Tânia Strohaecker nos forneceu os painéis de Jorg Müller e coube a cada grupo produzir um texto analisando a passagem do tempo naquela cidade retratada com base no conteúdo tratado nas aulas até aquele momento... dosando a percepção a partir da época do ano, dia da semana, idéias de Milton Santos, enfim...

O texto infelizmente foi feito no último momento possível e enfrentando todos os desafios que pudessem render maior emoção à tarefa. No último instante... ainda houve tempo para pensar se imprimir este texto duvidoso era realmente válido. Para espanto maior... o trabalho recebeu nota 10 (A).

Formidável (?!).


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2009-09-06

limol
























E você se pergunta "o que pode haver de tão interessante?"...
Uma mulher tomando banho em uma banheira em forma de meio limão...

Como comentado no texto Em caso de irritação, procure um médico, há algo de especial neste cartaz de Limol. Quase imperceptível... nao é a grafia das palavras... não é o fato de a publicidade desde lá explorar as formas femininas...

É um detalhe na composição. Algo simples, mas impossível fisicamente. Muitos vão dizer que não é algo digno de nota, mas lá vai:

Perceba... há uma mulher na banheira (sim, vou passar pelo óbvio) e entre ela e a ducha que cai de uma outra metade de limão, há uma barra do famigerado sabão. Para piorar, há um cartaz amarelo que está na frente do sabão, mas atrás da banheira...

Em tese, é neste paradoxo visual (não tão elaborado quanto os de Escher) que os olhos ficariam presos dando voltas... Um erro? Algo planejado? Quem vai saber? Qual o motivo deste post?

Bem, que fique ainda registrado que piadas da pior qualidade poderiam ter sido feitas aqui, mas isto será evitado, logo, não haverá correlação entre limão, peixe ou ainda caipirinhas e limonadas.

Grato pela atenção. Voltem sempre.



A amiga e colaboradora Carol Vieira fez uma longa pesquisa pela qual foi encontrado o cartaz de Limol que consta no início deste post. A partir deste esforço, descobrimos também que o desenhista do cartaz foi o anteriormente desconhecido artista português Manoel de Móra que teve forte atuação no mercado publicitário e editorial nas décadas de 20 e 30 no Brasil. Para saber mais desta história, você pode acessar este post do blog do Almanaque da Comunicação.


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2009-08-25

zine | foi no que deu 003


A sequência de uma série de crônicas que agoram incluem até mesmo reflexões sobre notícias, questionamentos origâmicos e a formulação de teorias não-lineares e não-requisitadas ou ainda não-tão-úteis. Uma produção desafiadora... em muitos sentidos...

formato A6 / 16 páginas / preto e branco
lançamento: 22 de agosto de 2009
[ Anime RS - Canoas/RS ]
produção: Fabio Martins

extras online:
limol
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2009-08-19

zine | foi no que deu 002


Uma crônica dita bem-humorada com um panorama histórico da singela cidade de Schilandenbergstalden no decorrer de duas décadas de transformações.

formato A6 / 16 páginas / preto e branco
lançamento: 15 de agosto de 2009
[ Anime Adventure - Porto Alegre/RS ]
produção: Fabio Martins

extras online:
"making of"
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zine | foi no que deu 001


Um zine com crônicas dodecaédricas sobre temas diversos e nem sempre congruentes sobre tanta coisa que rompe a regularidade e se traduz na lógica imperceptível do cotidiano...
Mais ou menos isso...

formato A6 / 24 páginas / preto e branco
lançamento: 15 de agosto de 2009
[ Anime Adventure - Porto Alegre/RS ]
produção: Fabio Martins
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2009-06-22

FOi no que DEU! 011


















Conservar ao Abrigo do Sol,
ou O Futuro sempre chega Atrasado,…

por Fábio “Blablonski” Martins

Como assim?
A notícia não é nova. É de abril de 2007. As notícias oscilam entre fevereiro e abril daquele ano e não chegam a um consenso sobre o local… Uma fonte afirma que a experiência ocorreu no Almaden Reserch Lab (que fica em San Jose, California, EUA), outra menciona a simulação Universidade Técnica de Lausanne (na Suíça) e outra fonte ainda menciona pesquisadores americanos da Universidade de Nevada, mas não informa claramente a localização do experimento. Podemos não saber o local ou ainda imaginar que foram feitas três experiências semelhantes em locais diferentes… Tirando os problemas do jornalismo atual, o importante é que houve a simulação virtual de meio cérebro de um rato usando um computador.

E a máquina?
Ao que tudo indica, o computador se chama BlueGene L (apesar de que poderia querer outro nome para si, mas acreditamos que a simulação não foi tão longe assim) e tem 4096 processadores com 256 megabytes de memória cada.

E o cérebro do rato?
Uma longa história, mas as melhores estimativas apontam que metade de um cérebro de rato teria 8 milhões de neurônios com 8 mil sinapses ou conexões com outras fibras nervosas (algo complexo sim, especialmente no que se refere às conexões). Para entender as bases de seu funcionamento, os pesquisadores abriram milhares de crânios de ratos e cortaram seus cérebros em fatias finas e de alguma forma conseguiram mantê-las vivas. Depois de estimular as células e recolher um imenso repertório de comportamentos, os cientistas puderam armazenar dados em tabelas quase intermináveis que permitiram a construção do clone virtual de um rato.















Blue Gene - um grande computador, mas também já foi um rato...

Como foi a coisa toda?
Durou apenas 10 segundos e com uma velocidade de um décimo da velocidade de um cérebro real de rato, logo, foi simulado 1 segundo de meio cérebro de rato… Acredite, tudo isso foi demais para o supercomputador, mas os cientistas juram de pés juntos que foram observados padrões de pensamentos semelhantes aos de ratos verdadeiros.

Mas por quê??
Oras, nem só de pão vive o homem, mas este projeto a longo prazo pretende simular o cérebro humano e descobrir como é acesa uma centelha de intelecto a partir da interação entre genes e proteínas. Até o momento, a projeção é de que um computador para simular o cérebro de um ser humano precisaria simular 100 bilhões de células com um hardware que ocuparia a área equivalente a muitos campos de futebol e custaria pelo menos uns US$ 3 bilhões apenas em energia elétrica.

Considerações finais…
- Fora o espetáculo tecnológico, cabe ressaltar que por 10 segundos o mundo teve o maior rato já visto, pior… era meio rato e já era enorme.
- O que teria pensado o rato neste breve instante? Questões filosóficas? Interjeições? Comida? Deus?
- [piada fraca] Seria o primeiro caso de um supercomputador sobrecarregado por um mouse?
- Teria o rato virtual pensado em dominar o mundo assim como no desenho animado ou ainda como naquele filme com o Schwarzenegger?
- Seria realmente um rato a melhor escolha já que, segundo Douglas Adams, estes poderiam ser criaturas muito inteligentes (para não dizer pandimensionais)?
- Teriam cientistas gastado muita grana para fazer algo que um casal de ratinhos empolgados fariam com muito menos recursos e mais competência?
- Viva a ciência!!!


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FOi no que DEU! 009



















Onde está o ceguinho?,
ou ahhh quanto tempo faz,… ou ainda: Um conto de uma cidade

por Fábio “Blablonski” Martins com ilustrações de Jorg Müller

Aquele era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos; aquela era a idade da sabedoria, era a idade da insensatez, era a época da crença, era a época da descrença, era a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, não tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto ao Paraíso, íamos todos direto no sentido contrário… (Charles John Huffam Dickens, 1812-1870).

Seria Macondo? Antares? Sucupira…? Springfield, Pequenópolis, Patópolis,… ? Asa Branca?

Com certeza, aquela cidade não é Brasília. Não por questão de planejamento ou ausência dele… nem por ser um poço de virtudes… Bom, vamos falar da cidade em questão… Aquela ficticidade se chama Schilandenbergstalden. Ela está em algum lugar da Europa… Ali pelo meio e meio pra baixo. É daquelas cidades que já era velha há muito tempo. É respeitável. Tem história. Mais da metade dela foi abaixo na II Guerra Mundial… Boa parte da população saiu ou pensou em sair dali. Vai ver, parecia interessante se realocar, achar um lugar diferente e com nome mais fácil. Este nome rendia problemas para crianças em alfabetização, rendia problemas para viajantes perdidos, rendia problemas para moradores gagos (que chegaram a totalizar uns 15% da população antes da guerra - mencionar a forma como alguns deles morreram tentando avisar os demais sobre o ataque das tropas nazistas seria revirar uma piada pronta).

Com o fim da guerra, as coisas se acalmaram novamente. Até mesmo alguns novos habitantes vindos do leste da Alemanha ou de terras mais orientais se instalaram por ali. Não se sabe até hoje se faltou recursos para ir mais além e alcançar o Novo Mundo ou se apenas tinham medo de longas viagens sobre o mar. Alguns apenas davam de ombros e diziam “astrendouliktanpen”… numa tradução livre, seria algo como aquela idéia de fazer uma limonada com os limões que a vida nos oferece. Se tivessem atravessado o mar, aprenderiam a fazer caipirinhas...











Quarta-feira 06/05/1953

Em maio de 1953, a cidade já estava lá devidamente de pé. Quase se poderia dizer que não devendo nada a ninguém, mas esta já é uma outra longa história. Se Deus recomeçasse o mundo por Schilandenbergstalden, é bem possível que iniciasse os trabalhos numa quarta e não conseguisse descansar no sétimo dia. Naquela primavera, era possível ver aqueles belos prédios, as bicicletas e alguns automóveis. Era uma cidade ao mesmo tempo simples, próspera e pronta para ir adiante. A região como um todo se favoreceu do desenvolvimento industrial. Naquele tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, tudo parecia mais divertido. Aquele cenário onde resistia um prédio com fachada germânica mais tradicional em meio a amplos prédios com mares de janelas hoje seria apontado como um lugar tranquilo… na época, era obviamente apenas normal. Ninguém percebia de fato a mudança de uma matriz econômica de uma base rural para um modelo industrial… Se esta mudança fosse uma manada de elefantes verdes, talvez,… quem sabe… algumas pessoas tivessem percebido e comentado na hora da janta. Intelectuais é que gostam mais disso…











Quinta-feira 16/08/1956

O tempo não pára… Em três anos, as árvores estavam mais robustas, havia mais carros pelas ruas, bicicletas já eram um pouco menos frequentes (pelo menos, na região central), alguns prédios mudaram de cor,… A vida seguia por ali. Havia mais pessoas morando por ali. Algumas eram pessoas vindas do meio rural e pouco acostumadas a algumas facilidades da cidade… Numa quinta-feira daquele agosto de 1956, uma certa jovem dona de casa distraída causou um pequeno e chamativo incêndio que serviu mais para aquecer os bate-papos da cidade e gerou algumas rodas bem divertidas até. Estranhamente, coisas assim geravam aglomerações e interação social,… Não se pode dizer que não foi um verão quente. A jovem dona de casa? Apenas se assustou… saiu do apartamento praticamente ilesa e logo após o fogo ser apagado, já estava rindo e assim permaneceu até a chegada de seu marido. As fofoqueiras da época disseram que as discussões entre o casal cessaram em mais ou menos duas semanas e uns dez meses depois nasceu o primogênito.











Sexta-feira 20/11/1959

Mais três anos e a cidade seguia sua marcha. E por falar em marcha, mais trânsito… mais carros… Aquele prédio de feições mais tradicionais seguia ali firme e forte e algumas vias antes destinadas a pedestres agora abriam mais possibilidades para os automóveis. As árvores pagaram o pato. Grande perigo era o aumento de veículos particulares e outros mobilizados para obras na cidade em meio àquele nevoeiro em novembro de 1959. Também havia o transporte coletivo sobre os trilhos e pelo tamanho da cidade e pouca urgência dos moradores, era até bem rápido. Algumas senhoras de mais idade se perguntavam “Onde é que este mundo vai parar?”. Que saudade dos bondinhos. A pressa para chegar em casa numa sexta-feira depois do trabalho com certeza poderia ter rendido o primeiro grande engavetamento de carros da cidade. Trágico? Talvez… Tudo que acontecia pela primeira vez naquela cidade tinha um gosto de descoberta… e viraria assunto nas rodas de populares.











Sábado 19/01/1963

O inverno de 1963 foi como quando uma lagarta se recolhe em um casulo para então virar aquela bela borboleta. Algumas obras mudavam a cara da via principal da cidade. Em dado momento, um prédio sumiu da vista dos moradores. Alguns se deram conta de que faltava algo ali, mas não lembravam claramente do que havia ali… Estavam tão acostumados a passar por ali e não reparar na paisagem… a não olhar pra cima e por vezes, nem para os lados,…uma pena… por falar em não olhar para os lados, no terceiro sábado do ano, dois carros se chocaram na avenida central. Não, não foi o primeiro acidente automobilístico da cidade. Este aconteceu em 1961 e em mais de quarenta anos, nunca foi plenamente compreendido. Aquele acidente de 1963 tem como marco a originalidade da desculpa esfarrapada de que a rua estava coberta de gelo e era sábado de manhã… também foi a primeira vez que se comentou largamente “quem manda passar a noite de sexta bebendo…”. Aquela transversal onde um dia houve uma praça com árvores já não era tão exuberante e parecia espremida em meio à transformação do espaço local. Imagine a novidade de se ter um trem andando no subterrâneo… foi muito mais divertido nos primeiros momentos que muitas montanhas russas em parques de diversão atuais. Não podemos dizer que era confortável, mas divertido com certeza. O jornal Diário de Schilandenbergstalden noticiou longamente as obras do novo meio de transporte e todos os mal-entendidos advindos de sua adoção.











Domingo 17/04/1966

Ah, aquela cidade ia se transformar em borboleta… com o passar do tempo, ela acumulou recursos financeiros que dali eram administrados… Era cada vez mais um ponto de convergência. Uma grande transversal viu agora sumir de fato suas árvores… na verdade, sobrou uma sobrevivente solitária sem razão de ser ou como ponto turístico. Naquela mesma via, um prédio desapareceu em favor do progresso. A cidade definitivamente dava mais lugar aos carros do que aos cidadãos (alguns demoraram demais para perceber isso). Um grande prédio tinha desaparecido, mas é como se uma cortina se abrisse e lá no fundo podia ser visto um grande grua que ensaiava a chegada do futuro e seus prédios mais altos e sofisticados. Em 1966, Schilandenbergstalden estava efervescente. Para ver a cidade calma, era preciso acordar cedo numa manhã de domingo para encontrar as ruas praticamente vazias. Foi isso que Gunnar Phildesgloken pensou. O infeliz foi capaz de aproveitar o dia 17 de abril para roubar os principais pontos de comércio da cidade. É fato que não existiam tantos pontos de comércio assim, mas foi uma grande sacada daquele larápio executar tal estratagema. Foi bastante elaborado para a época. Não o bastante também. Certamente, ele escolheu um momento favorável com poucas pessoas na cidade e já sem neve sobre a rua, mas esqueceu de pensar no tão necessário plano de fuga. Com tantas vias, a polícia conseguiu cercar Gunnar antes que ele pudesse pensar em sair da cidade. O assunto do grande roubo perdurou por meses. Alguns comentaram que Gunnar tinha um avô português e isso explicava parcialmente o seu insucesso. Teria sido muito mais grave se acontecesse anos depois com o comércio então de fato consolidado na cidade.











Segunda-feira 14/07/1969

A partir de 1966, as mudanças eram inegáveis e saltavam aos olhos. Não era à toa. Em 1969, a cidade já era bastante diferente… e este salto ocorreu em apenas três anos… O comércio e serviços abundavam e com eles, veio o maravilhoso mundo da propaganda com imensos cartazes, painéis, cores, amplas pinturas em laterais de prédios,… A região central favorecia cada vez mais os estabelecimentos comerciais e já não eram tão visíveis quanto antes as residências. A cidade também era mais alta agora. Podia crescer para cima e para baixo. Claro que prédios antigos estavam lá ainda. Um deles, aquele de feições germânicas, parecia fora de lugar… quem andou viajando e aproveitando os anos mais loucos até o momento com músicas, sexo e drogas, acha que aquele velho prédio apenas virou de lado. Alguns mais prudentes e sóbrios acham que ele foi reconstruído em novo ponto. Uma terceira categoria acha que ele foi apenas movido de forma cuidadosa e uma quarta parcela da população tem mais o que fazer e não fica pensando na morte da bezerra. Mais ainda, esta quarta parte do povo de Schilandenbergstalden nem enxerga este prédio porque na frente do mesmo está um novo parque de diversões… modesto, é verdade, mas ocupa as crianças e oferece alguns momentos felizes para muitas pessoas de diferentes formas. Numa segunda-feira dia 14 de julho, um usuário entusiasmado do parque de diversões não foi capaz de perceber uma grande obra na via principal da cidade e caiu naquele imenso buraco.











Terça-feira – 03/10/1972

Se muitos achavam que a cidade de Schilandenbergstalden mudava aos saltos, em 1972, tiveram certeza de que o céu era o limite ou nem ele. Prédios grandes, grandes janelas, grandes pilares… a cidade tinha mais níveis, mais caminhos, mais obras e um grande centro comercial. Parecia uma competição entre o crescimento da população e das construções. Em 3 de outubro daquele ano, uma multidão se colocou diante do centro comercial reclamando tanto do impacto deste sobre os pequenos estabelecimentos que desapareciam rapidamente no entorno e da ausência de verde naquela área central. Tudo confortavelmente pacificado pela polícia e convenientemente não noticiado na principal emissora de televisão de Schilandenbergstalden, conhecida como SBS (Schilandenbergstalden Broadcasting System). Aquele prédio antigo com arquitetura germânica? Estava ali. Por sinal, a manifestação foi bem diante dele até pra questionar os rumos do progresso, a especulação imobiliária, os valores e vantagens do passado e o preço do frango e ainda um possível escândalo envolvendo o prefeito reeleito e uma secretária gastando verba pública numa ilha em algum ponto da América Central.











Quarta-feira – 07/01/1976

Aquela manifestação de 1976 foi heróica,… mas não adiantou tanto. Em 1976, a cidade havia dado um novo salto. E a paisagem era toda outra. Uma via expressa cortava aquela tradicional avenida no centro da cidade. Dali, se via um grande conjunto de prédios modernos iluminados durante a noite. Praticamente não são vistas pessoas, mas grandes estruturas de cimento armado e carros cortando as ruas. Sim, Sim, Sim, aquele prédio antigo com feições germânicas segue lá e as crianças e até alguns adultos acham que ele é falso ou cenográfico… algo como uma lanchonete metida a besta ou algum elemento dentro de uma jogada de marketing para promover algum produto. Ah, com estas vias expressas, um larápio inspirado em uma figura histórica chamada Gunnar fez uma grande assalto dentro do centro comercial chamado shopping center e tentou fugir pela via expressa… foi noticiado pela SBS e foi assunto por alguns dias na cidade… Foi também motivo de grande diversão na penitenciária regional… diversão “relativamente” falando.

Se Milton Santos olhasse tudo isso, … não sei o que ele diria, mas a cidade se constitui no tempo,… é uma soma dos processos e funções… A cidade é um produto social… É decorrência de uma história e interação de fatores num todo. Uma acumulação. Elementos antigos persistem e se somam a novos. E a cada etapa, as funções se reorganizam, se ressignificam e se tornam rotina. A grande maioria não se dá conta de nada disso, apenas acha que os preços estão pela hora da morte e que estamos sempre na pior crise até aqui, enquanto alguns exploram a maior parte da população e muitas coisas e jogadas apenas encontram novas estruturas para fluir. Essa sociedade já vem nesse pique há mais de cinco mil anos ou mais e nunca há certeza do que vem aí… A velocidade é cada vez maior, as coisas são cada vez mais potentes e precisas e efêmeras…

Tomara que tudo isso dê certo. Só podemos trabalhar pelo melhor e torcer para que cada um faça sua parte.


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FOi no que DEU! 008














Em andamento…(!!!)…

ou Volte mais vezes pra ver onde isso vai parar,…

por Fábio “Blablonski” Martins

Por que as coisas precisam estar prontas ou acabadas? A vida não é fácil assim… A vida não é nem assim e vamos ver o que acontece! Já que há espaço para experimentar, a nossa “obrigação” é tentar.

Assim como até hoje tento entender como a pasta de dente sai do tubo com aquelas faixas coloridas sempre alinhadas/organizadas… como não vira uma mistureba multicolorida tendendo ao preto? Haverá qualquer mistério ou conspiração por trás disso?

Mistérios abundam… como Gatos! Gatos, por exemplo… Gatos têm sete vidas… por estas bandas… no uso corrente e no conhecimento popular local, os gatos têm sete vidas… Em outros países, atribui-se uma reserva maior… gatos teriam nove vidas. Nossos gatos não são tão bons quanto os deles? Seria a alimentação? Predisposição genética? A grama do vizinho é mais verde?

Perguntas, perguntas,...

Quanto tempo dura o presente? Um amigo chamado Fernando certa vez me disse que a menor unidade de tempo possível é um crono. Um crono deve ser o equivalente ao tempo que um fóton leva para atravessar o núcleo de um átomo de hidrogênio. A “coisa” mais rápida e pontual atravessando um espaço absurdamente pequeno. (nunca consegui achar textos ou referências sobre esta unidade de tempo por aí,... deve passar despercebida pelas pessoas e pensando em cronos... levaria uma eternidade para escrever sobre ela, logo, a tarefa se torna imensamente ingrata). Se for isso e o presente couber em um crono, então, não há tempo para uma pessoa fazer nada no presente... quando for pensar em fazer, já foi. Para nós homens, homo sapiens ou demens, o presente deve ser determinado pelo tempo mínimo de registro de consciência (e tomada de decisão/ação). Pensar sobre o tempo é sempre algo confuso. Há quem diga que o tempo não passa ou corre... seria uma estrutura truncada. O que experimentamos seria meramente um efeito psicológico... ah, psicólogos... sem comentários...

Do tempo para algo possivelmente tão amplo,... acho que o questionamento sobre a existência de Deus (ou Deuses) é até relevante, mas me pergunto... se Deus sabe que a gente existe... acho que ninguém, por exemplo, está ciente de toda sua flora intestinal... Uma entidade imensamente grande não estaria necessariamente ciente dos elementos abaixo de certa escala. Se está lá ou em todo lugar e está nos observando, espero que esteja rindo. Se somos de alguma forma parecidos/semelhantes a ele, as chances de Deus rir conosco e de nós aumenta em muito. Afinal, nós costumamos rir ou achar engraçadinhos os animais quando eles se comportam como humanos,... ou quando identificamos neles comportamentos que podemos colocar em paralelo aos nossos. Dizem até que somos (nós humanos) os únicos animais capazes de rir. Eu duvido. E afirmo ainda que como espécie e como indivíduos devemos ser motivo de riso para muitos seres vivos e inanimados que sabem aproveitar tudo isso de forma discreta.

Ah, só pra constar... consegui bagunçar um tubo de creme dental. Deu algum trabalho e o resultado não tem função prática, mas a gente tem que ir tentando coisas absurdas. Algumas vezes, mexendo em coisas fora da normalidade, podemos esbarrar em coisas importantes. A chance deve ser de uma em milhares de isso acontecer. Não dá pra desistir…

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FOi no que DEU! 007

















Em caso de irritação, procure um médico
ou Troque suas panelas por 60 selos numerados,…

por Fábio “Blablonski” Martins

Eu gosto de alguns filmes especificamente por um detalhe… porque eles acabam mais de uma vez… porque você acha que agora sim vai dar tudo errado e já se pode até ir levantando pra ir embora, mas algo (re)coloca as peças em jogo novamente. Isso pode acontecer mais de uma vez dentro do filme… depois pode ser que ocorra um desfecho, algo que bastaria, mas algo mais surge e dá mais um impulso e te leva ao final definitivo. Como é bom estar positivamente equivocado.

Os filmes de fato eu não preciso citar/listar. Até aqui basta este aspecto. A sucessão de finais.

As grandes coisas das histórias parecem desfilar quando as vemos pela primeira vez. Claro que podemos ver um filme ou ouvir uma música mais de uma vez e então perceber que algumas fichas vão caindo, mas viajar pelo desconhecido tem outro sabor. Descobrir. Poderia ser algum tipo de conformismo visto que a vida em si não permite adiantar o andamento para se dar uma espiada no que está por vir ou reviver algo efetivamente. Espero que não seja isso.

Como conhecer algo? Muitos caminhos…

Podemos esperar que venha, que caia na nossa cabeça… que chegue sem a gente pedir, mas corremos o risco de não entender por não querer ver ou até não estar preparados. Dentro desta vertente de conhecimentos semi-prontos, há também a chance de pesquisar em fontes diversas (,mas isso requer um outro elemento…vontade…ou motivação).

Um outro caminho viável é usar a imaginação ou fazer suposições… por exemplo, muitas coisas das quais não sabemos o sabor têm gosto de galinha (ou a galinha tem um gosto semi-universal para coisas não definidas). Logo, diante de um prato com uma carne exótica, a chance de parecer com galinha é imensa. Isto pode ser transposto para outras áreas já que há uma mínima coerência nas coisas mesmo que muitos fatores joguem contra. A criatividade permite tanto atingir uma determinada informação quanto associar elementos de forma não-óbvia criando novos arranjos. Isso vale desde sonhos até os Gedankenexperiment de Einstein.

Como de costume, as alternativas podem ser combinadas em diferentes medidas sem prejudicar o resultado.

Uma outra forma de conhecer algo é amar esse algo… Se a palavra amar ofende alguém ou prejudica o bom entendimento, tente outra… A questão é estar ligado ao objeto/elemento/coisa que se pretende conhecer. Esta ligação toma força própria,… impulso. Esta vontade carrega consigo um punhado de paciência e boa vontade. O bom-senso? Isso deveria ser usado sempre…

Falando em amor, dá pra citar o Sr. Patch Adams. Já conhecia o filme com o Robin Williams e tomei um grande susto ao ver o verdadeiro Patch no programa Roda Viva da TV Cultura. Ele parecia um tanto irritado com a imagem do filme. Por coisas que ele exagerava e por outras que não carregava. Ressaltava energéticamente que nunca disse que “sorrir é o melhor remédio”, mas que o grande elemento naquilo tudo era o amor… e como era difícil para pessoas lidar com ele. Estranho mesmo foi ver alguém falar tanto de amor de forma tão feroz. Ainda vou precisar de tempo pra pensar sobre o assunto (o amor, não a postura do entrevistado) e praticar também.

E nessa idéia de conhecer algo… tudo tem (ou pode ter) uma sequência… sim, apenas não hesite em embarcar em qualquer um dos pontos. A partir dele, pode tentar tomar qualquer um dos sentidos, fazer algo cíclico ou pode mesmo tentar expandir possibilidades.

Tem momentos em que parece estúpido pensar em Newton descobrindo a gravidade. Até por ser algo tão acessível. E muito disso se deve à história disseminada sobre a descoberta que deve ser apenas uma lenda (estava tentando não fazer uma citação recorrente sobre maçãs, mas falhei de novo…). Newton enxergou algo que passou desapercebido, que estava ali o tempo todo, mas era invisível para a grande maioria. Conhecer pode ser dar-se conta…

Você conhece a faixa de Moebius?
















É algo simples. Realmente simples… , mas é tão simples que permite grande complexidade de idéias a partir dela.

Ela foi estudada e/ou “criada” e/ou descoberta por August Ferdinand Moebius em 1865… sendo que Johann Benedict Listing já trabalhava com o mesmo objeto meses antes e ambos fossem alunos de Carl Friedrich Gauss, que poderia ser de fato o pai da criança. Detalhes, detalhes,...

Enfim, a faixa de Moebius é uma fita/faixa que é torcida e ligada a si mesma… gera um caminho infinito em um objeto de superfície não-orientável (?!?) que tem apenas um lado (ainda que você jure de pés juntos que tem dois).

Esta faixa parece estar plenamente interligada com as criações de M. C. Escher, imagens incrivelmente estruturadas e tão coerentes quanto impossíveis.

O que leva até um cartaz do sabão Limol … O cartaz tinha uma moça em uma banheira e alguns outros elementos como placas de texto, mas o arranjo tinha algo que causava estranhamento. Havia um erro na sobreposição e ordem dos elementos que tornaria por exemplo arranjar aqueles elementos verdadeiramente em um espaço tridimensional. Era um erro do desenhista, mas um belo erro. O erro fazia as pessoas acharem aquilo estranho e ficavam vendo vendo vendo o cartaz e pra bem ou mal, estavam absorvendo a mensagem do mesmo. Esse foi um erro feliz que funcionou a favor do conjunto.

Qualquer um é livre para achar que este texto é sem sentido ou sem conexões.


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FOi no que DEU! 006




















A Salvação está no Sorbato de Potássio
ou Estudos Periféricos Prolongados sobre a Verticalização do Setor Primário,…

por Fábio “Blablonski” Martins

E quando tudo mais falhar? Para onde você vai?

Vai achar que a vida é injusta? Vai tentar entender que a vida pode parecer injusta a curto prazo?

Algumas idéias seguem pulando por aqui. E este texto (com certeza) (ou dúvidas saudáveis) traz de volta coisas já citadas… não é deja vu não,…

Uma delas é a macieira do Martin Luther King… mesmo que o mundo esteja pra se desmanchar amanhã, o cara plantaria sua macieira… a questão é que mataram ele e nunca saberemos se ele passaria da intenção.

No geral, segue a valorização daquilo que havia em potencial. Os grandes amores parecem ser aqueles que não vingaram, aqueles que foram impossibilitados por fatores do destino e não sofreram o duro teste da realidade, repetição e ajustes. Os grandes astros, heróis e ídolos foram aqueles que morreram sem cumprir a missão, mas se foram com a promessa de que poderiam ter feito muita coisa ou tudo o que era preciso. Viva os mártires!

Se tiver que fazer algo, vá e faça! Nada garante o êxito. Nada vai acontecer gratuitamente também.

(Não, não é pra ser um texto de auto-ajuda…).

Pensava eu em me maravilhar com todo tipo de conhecimento, mas manter uma reserva técnica… manter misterioso algo que me chama a atenção. Nunca estudar música… Quando você conhece as coisas, parte da magia se perde… Se fosse possível, então, preservar algo intocado, a magia do mundo teria um último refúgio (garantido).

Talvez seja necessário acreditar ou descobrir que o mundo é repleto de coisas a conhecer e perder o medo e a inércia. Encarar que cada nova informação abre portas para outras mesmo que nem todas sejam interessantes na mesma medida. Pode ser que haja uma cadeia de eventos, uma sequência,… algo que não temos nem como esgotar…

Ainda que com planos e todos os cuidados, tudo acontece dentro de uma imprevisibilidade mínima. Este espaço para manobras tem espaço suficiente para nos deixar pensar/sonhar e tomar os sustos que precisamos. Sempre vai ser necessário aplicar mais energia para obter o resultado esperado ou próximo do pretendido. Como na produção de um filme,… são horas, dias, meses de produção,… de processos para gerar um resultado que cabe talvez em duas horas ou alguns minutos… Um objetivo requer uma meta maior acima dele… Para acertar, temos que mirar um pouco acima… contar com a gravidade, o vento, as interferências,…

Segundo Chuck Palahniuk, o camarada que escreveu o livro Clube da Luta que também se tornou um filme (o livro, não o camarada), afirma que o final de uma história deve ser inesperado e inevitável. Quero que o meu seja assim. Ou quero que os meus fins sejam assim…

Numa régua, entre as marcações,… há a chance de dividir aquele espaço finito entre dois traços quaisquer progressivamente até atingir o ponto de obter infinitas partes… Sendo assim, a régua se torna finita e infinita. Existe um abismo entre os centímetros, entre os milímetros,… O Universo pode ser assim… pode ser infinito… tendo infinitos fins…

E onde está o livre arbítrio? Se o sistema é imenso, mas de certa forma pode ser fechado,… nada se cria assim do nada e agimos dentro das possibilidades entre as decisões de todos e recursos disponíveis. Partilhamos todos as culpas e as vitórias? As decisões idiotas? Imagino que todos se afetem mutuamente. Impulsos voltam. Não como a moda, mas voltam. Algumas coisas são reversíveis como aqueles casacos legais. Cabe apenas a cada um fazer sua parte e torcer. Acreditar se precisar. Esperar. Fazer mais. Esperar mais um pouco. Pensar (pensar é uma boa opção).

Pulando para outra idéia… daria para imaginar aquela frase… aquela… “Azar no jogo, sorte no amor”… E se o indivíduo compreender o amor como sendo um jogo? Lá se vai… o azar recaiu sobre o amor. Ou não. Se a lógica foi quebrada, ambos (jogo e amor) podem ser jogados dentro do cesto da sorte ou do azar… Cabe a cada um ter a agilidade e presença de espírito para realizar a manobra.

Ah, e para encerrar, nunca digam que não sei fazer poesia…

Batatinha quando nasce…
não sabe se vai ser frita ou não…
Menininha quando enfarta,
põe a mão no coração (!)

Certo, não é das melhores, mas é de coração.


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FOi no que DEU! 005



















50 motivos pra gostar de mandolate
ou Não digam que nunca falei de geografia,…

por Fábio “Blablonski” Martins

Espaço, território, região,… Onde estamos? Onde podemos caber/estar?

Iniciando no curso de geografia, há todo um momento inicial de (ou procura de) entendimento geral sobre o assunto. Em meio a isso, um amigo logo caiu em si ou caiu de mais alto e chegou ao entendimento de que tudo é geografia. Se a geografia estuda o que está neste planeta e também se mete a entender de alguma forma a sua formação e a vizinhança (…tipo, o sistema solar e universo,…)… bom, é deste ponto que vemos tudo, onde vivemos e atuamos… resumindo: chegou-se a uma idéia de que tudo é geografia. O mais divertido foi rebater argumentando que alguém entrando no curso de matemática poderia postular que tudo é matemática. Uma questão de recorte (de novo).

Como limitar/compartimentar conhecimento, espaços, pessoas? Parece que antigamente havia espaço bastante para todos… havia apenas uma questão de continuar vivo e um esquema de “ir dar porrada nos outros”. Em algum momento, surgiu (ou se justificou de alguma forma) a posse e o homem foi produzindo seus meios de sobrevivência em um espaço que, então, considerou seu. Com isso, ele poderia ter algum controle sobre aspectos que antes dependiam da natureza/sorte/destino garantindo melhor qualidade de vida e melhores condições de “ir dar porrada nos outros”. Após o desenvolvimento da escrita, a posse foi oficializada e tantos códigos tecidos e estruturas se constituíram como se sempre estivessem ali. A partir de certo ponto, há uma série de regras que se rompidas, permitem que alguém ou algum grupo possam “ir dar uma porrada em outros” mesmo que de formas mais sofisticadas em que não haja especificamente porrada. Ah, porrada mesmo nunca deixou de existir e de certa forma, alguns não precisam de muitos motivos para recorrer a ela.

A esperança é de que cada um possa ocupar um espaço naquele já manjado (e dificilmente praticado) sistema de respeitar o espaço do outro. Ainda não se encontrou um ponto de equilíbrio viável entre liberdade e igualdade. Mais prático que seja um equilíbrio dinâmico…

Outro ponto é não menosprezar os dados quantitativos, aquelas linhas imaginárias e formalidades que traduzem e acabam definindo o mundo. Todo este volume de informações nos serve, basta não estar preso apenas a isso.

E saber que algumas coisas precisam de alteração.

E que o tempo passa, que as coisas estão sempre a caminho… Claro que é estúpido interferir fortemente no ecossistema e extinguir formas de vida, mas no “extremo oposto”, a natureza (da qual a gente se exclui ou acha que tenta se excluir) também tem um ritmo de transformação e espécies aparecem e desaparecem. Exterminamos alguns seres, mantemos outros…

…não sei… o fato é que considerando o volume integral do planeta, a crosta e atmosfera em que vivemos é um espaço ridiculamente pequeno dentro do todo. A vida então é o mais feliz dos acidentes. Há uma série de fatores e condições delicadas que permitem a vida como conhecemos (biologicamente e culturalmente falando). Mesmo sendo “pouco”, interferimos mais ou menos. Assustador é ver que efetivamente modificamos/artificializamos/urbanizamos apenas 3% da superfície emersa do planeta. É bem menos do que eu esperava. De certa forma é uma boa notícia… E se pegássemos toda a população mundial, ela caberia dentro da cidade de Porto Alegre. Bem, o conforto e bem-estar estariam certamente comprometidos. Estranho encarar estes números. E não saber nossa parte nisso. Não saber no que acreditar. Alguma dúvida sempre é saudável.

Apenas não deixe de viver. Com toda essa caminhada e conectividades do progresso, as fronteiras se esconderam onde não podemos ver (, mas continuam lá… não se engane). No geral, o último território é o próprio corpo. E como os continentes, há muita gente por aí à deriva. Quem não quer encontrar sua Índia e se erguer aos céus, sentir-se lá no alto… sem ar… (ok, explicação rápida: a Índia nem sempre esteve unida ao continente asiático e o choque deles resultou no que conhecemos como Himalaia - se for preciso explicar mais detalhadamente, entre em contato).

Você precisa de motivos pra gostar de mandolate? Você deve (possivelmente) ter severos problemas (,… mas somos todos livres pra escolher também).

Pensando em fronteiras, elas realmente cabem em terrenos e pessoas. Mais nas pessoas… que separam chão, se refugiam em jargões, criam feudos dos mais abstratos, erguem bandeiras… em um debate sobre espiritualidade que assisti, alguém ressaltou que não são poucos os hinos que exaltam as nações e chamam pra guerra… isto fez todo sentido como constatação e bem menos como entendimento do mundo.

Olha, não fechei nenhum destes conceitos. Quero nem fechar. Quero ver o “jogo” correndo. E se a Sociedade da Terra Plana oferecer carteirinha de membro, eu me inscrevo imediatamente (dependendo do valor… sempre isso…). Só pela diversão.

E gosto de mandolate. Espero que eu continue gostando. Espero que ainda haja mandolate por muito tempo.


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FOi no que DEU! 004

















Coluna deslocada
ou o que é aquele botão verde piscando de forma intermitente?…

por Fábio “Blablonski” Martins

Conversava com uma pessoa certa vez. Uma pessoa que considero e com quem trato de certas coisas que deveriam ser fundamentais. Ela falou sobre a palestra de um filósofo. Um cara que alertava para a crescente insensibilidade… a necessidade crescente de mais informação, mais velocidade, mais explosões e da compressão do tempo. Como falar da pessoa com quem conversei geraria um texto enorme e inconclusivo, vamos ao resto… a forma de ver o mundo, entender as coisas e experimentar. Vamos ver no que dá (sem trocadilhos com o nome desta publicação).

A realidade é maior que tudo (?!?). Ela pode uma vez ter sido menor que a cabeça de um alfinete, mas sempre ela foi o todo. E ainda assim, ela devia ser mesmo maior que a complicada idéia do que poderia existir ou não-existir além dela.

O que podemos ter são recortes da realidade. Não podemos (ou não conseguimos) entender algo que não tem limites, fim. Por vezes, o requadro pode ser então mais importante que um conteúdo.

Não consigo pensar em recorte e não pensar em imagens ou fotos. Algum pintor (e sempre me falta a referência…parece que foi Delacroix) afirmou que aquilo que está retratado em uma pintura deveria ser melhor ou mais interessante do que aquilo que ficou de fora. Como se capturando a paisagem/realidade, fosse possível determinar algo definitivo… ou como um fotógrafo (Cartier Bresson. Bresson!) que captava o momento definitivo.

Acho que tudo na vida vale a pena. E não vou cair nessa de falar sobre uma supracitada alma que não seria pequena… Acho que as coisas são válidas. Todas. A questão é saber a magnitude e lugar de cada uma. Como um fotógrafo que com um olhar pertinente é capaz de enquadrar o que estava disponível a todos, mas com a composição necessária para sobressaltar uma visão. Estabelecer figura e fundo. Mostrar o que estava escondido no que estava exposto a qualquer um. Daí, pegar uma trocadilho visual, uma sacação,… algo que faz sentido e surpreende. Faz pensar. Faz quem observa querer estar lá… ou ter a visão do fotógrafo.

As pessoas se acostumam demais. Elas se acostumam com as informações e condições com que as informações chegam a elas. O nível de velocidade oferecido antes já não basta… os filmes precisam de mais ação… os alimentos precisam de mais sabor… tudo precisa ser mais… as pessoas é que não se esforçam pra ser mais. Ou entender o menos.

Ainda falando de filmes… pensando a construção das histórias… boa parte delas dentro do molde padronizado começa com a idéia do fim. Seria preciso saber o fim da história para então guiar uma narrativa que leva a um clímax. Ao contrário da nossa vida, (a maioria d)os filmes e narrativas atuais teriam um sentido, um fechamento. Na verdade, nossa vida até teria sentido… mas leva mais tempo e nossa memória não deve ser tão boa. Ela deve ter sentido, mas seria preciso saber enxergar e alinhar os eventos corretos e saber pesar cada um deles. Ou seria preciso saber olhar os diferentes pontos de vista. Deve ser por isso que a vida parece tantas vezes injusta… deve ser algo que se compensa ou se ajusta a longo prazo. Seja como for, entender e viver bem são uma questão de competência. Por mais que o universo seja imensamente grande e potencialmente infinito (ou tem infinitos finais), ainda acho que seja um sistema fechado e que tudo interage,… todos os elementos atuam sobre os demais (ta, a idéia já deve ter sido formulada/postulada por algum físico… eu é que não me dedico muito na leitura sobre física quântica).

(Se existe Deus, ele tem certamente senso de humor. Ele deve ser o comediante e a platéia ao mesmo tempo.)

Outra coisa. Li um breve texto (esse sei de quem é, mas não é a parte importante) que dizia ser impossível escrever o genoma em um guardanapo… o que pode ser apenas o sinal de falta de criatividade da criatura que escreveu. Se o genoma cabe em um espaço tão pequeno e tantas vezes em uma célula… como não caberia em um pedaço de papel tão generoso? Poderia ser uma questão de achar a linguagem adequada… Uma pessoa habilidosa o bastante… E alguém que queira efetivamente escrever o genoma humano em um guardanapo.

Pensando em retratar. Em conter informação em espaços limitados…

3X4

Como é complicado tirar um foto 3X4. Não adianta acordar disposto e fazer o caminho numa boa com tudo em dia e se colocar em posição… a pessoa que opera a máquina fotográfica vai dizer mais pro lado… mais pra trás,… levanta o queixo… tudo com certa pressa e desinteresse. Uma foto 3X4 (ou qualquer foto) deveria ser tirada por alguém que amamos e nos ama. Seria um circuito. Toda a disposição e boa vontade em ambas as extremidades do processo. O único perigo seria das pessoas se apaixonarem ao ver a foto.


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FOi no que DEU! 003



















Canelone Meado
ou Subentendido é mais gostoso!…

por Fábio “Blablonski” Martins

Prepare-se! Hoje, você vai aprender a preparar um prato culinário… As pessoas podem estranhar… em outros tempos receitas culinárias costumavam aparecer em jornais onde estariam notícias vetadas por “órgãos “compententes””… coisa da censura…. e neste momento você encontra justamente uma receita nesta coluna… não pense besteira! Aqui acontece justamente o contrário e exatamente por não haver censura é que eu coloco aqui uma oportuna chance para você pensar, sentir fome, saciar a fome e… vai saber o que mais pode acontecer… Ingredientes devem ser adquiridos separadamente e a imagem é meramente e confusamente ilustrativa.

—– Ingredientes —————

• 8 pedaços de massa para canelone pré-cozida
(não é desta vez que você aprenderá a fazer massa de canelone)

Molho :

• pimenta-do-reino a gosto
• sal a gosto
• 10 folhas grandes de manjericão a gosto
• 400 g de tomate pelado em conserva picado a gosto
• 1 cebola média picada em pedaços pequenos a gosto
• 250 g de lingüiça calabresa picada em pedaços pequenos a gosto
• 3 colheres (sopa) de azeite de oliva a gosto

Recheio :

• pimenta-do-reino a gosto
• sal a gosto
• 1½ xícara (chá) de ricota a gosto
• 4 colheres (sopa) de azeite de oliva a gosto
• 250 g de brócolis congelado a gosto

—– Modo de Preparo —————

Ligue o forno à temperatura média, enquanto prepara o recheio. Vamos torcer para que você consiga preparar o recheio em tempo hábil…

Recheio:

Coloque os brócolis, descongelados previamente (mas a receita pedia eles congelados… seria mesmo necessário isso?), numa panela com 1 litro de água fervente (e por sorte brócolis não grita… ufa) e deixe no fogo por 2 minutos. Sempre que vejo em uma receita que devemos deixar a comida no fogo me aparece uma imagem na mente… que leva a uma piada sem graça, logo, vou poupar o leitor disso. Adiante! Retire do fogo, escorra a água, passe o brócolis por água fria e coloque no liquidificador. Antes de colocar os brócolis no liquidificador… faça carinho e peça desculpas a cada pedaço… melhor… conte um segredo muito profundo seu e aniquile com eles… viva os bodes expiatórios! Acrescente a ricota, o azeite de oliva, o sal e a pimenta-do-reino e bata até obter um creme homogêneo. Chegando ao creme homogêneo, não se leve muito a sério… é o pior que você pode fazer neste momento.

Molho:

Aqueça o azeite de oliva numa panela (ahh, você gastou o azeite no creme do recheio, né?… acontece… pegue mais oliva… faz bem mesmo…, mas perceba que há ingredientes iguais nas diferentes partes da receita), acrescente a lingüiça (piada suprimida) e frite até ficar macia (?!?). Adicione a cebola e refogue por 2 minutos. Acrescente o tomate com o caldo, o sal e a pimenta-do-reino e deixe cozinhar por 5 minutos. No final do cozimento, adicione o manjericão e acerte o sal (acertar o sal? adoro jargões). Retire do fogo. Abra a massa do canelone numa superfície lisa, distribua o creme de brócolis preparado e enrole. Se você fizer tudo isso em uma superfície não muito regular com sucesso, ganha mais 15 pontos. Disponha os canelones numa assadeira refratária e espalhe o molho por cima. Cubra a assadeira com papel-alumínio e leve ao forno por 15 minutos.

(começo da coluna)
Parabéns se você chegou até aqui (no texto e na receita). É agora que começa mesmo o texto em si…, e se você está também preparando o canelone, vai ter uma bela surpresa depois de acabar a leitura. Lembrando… você tem 15 minutos para ter uma boa surpresa… mais que isso e já era.

Como são interessantes as coisas incompletas. Ah, não tenha medo… a receita é de verdade e está completa… ela tem apenas comentários adicionais, mas é 100% verdadeira (só não testei na prática).

Voltando… as coisas incompletas são um convite. Pedem participação. Dão chance. É só querer. É só chegar ali e fazer algo (você pode ainda preferir fazer isso quando ninguém está olhando - coisa sua).

Como parecer inteligente? Fale coisas pela metade… deixe tudo no ar… o importante é blefar. Existem livros milenares baseados neste conceito (e não se preocupem… tenho quase duas advogadas e nenhum dinheiro - a segunda parte é verdade). Use metáforas, abuse de analogias, faça olhares misteriosos, faça silêncios, pareça confiante… se tudo mais falhar, você estará no mínimo mais confiante. Se duvidarem demais de você, dispare perguntas no sentido inverso até que o interlocutor seja alvo de dúvidas… isso já é estratégia de politicagem… não queria descer tanto, mas estou explorando as possibilidades. De fato, não há nenhuma novidade até aqui.

Perguntas? Muitas perguntas são muito mais gloriosas antes do aparecimento da sua resposta. Perguntas sem respostas têm um brilho especial… Mais que isso. É digna de nota a resposta sem pergunta de Douglas Adams (autor do Guia do Mochileiro das Galáxias - sim, sou fã) para o sentido da vida, do universo e tudo mais: 42. Na situação criada pelo escritor, esta dada resposta e a correspondente pergunta não podem existir no mesmo universo… e mesmo se entendêssemos o universo, ele explodiria e seria substituído por algo mais absurdo.

Seja incompleto e descomplicado. Curta sua ignorância. Não se acomode,… apenas procure assuntos que rotineiramente não procuraria. Curta o trajeto. O destino nunca dá pra garantir. (faça uma pausa agora para anotar idéias para comentar mais tarde em um possível bate-papo animado…, mas preste atenção no relógio… tem um prato no forno).

O incompleto pode mover adiante. Pode te colocar a caminho de algo. Provocar. Imagine os filmes que não responderam aquelas questões super fantásticas pelo caminho. Eles te deram a chance de ver mais de um caminho… de criar pela inércia… tá, é desconcertante talvez em alguns casos. Pior se o expectador for ou se sentir mais incompleto que o filme em si.

Pensando em um evento específico… a morte de Einstein… Nunca fui tirar as caras e confirmar esta lenda pra ver se era oficial, mas pra mim é tão divertida que vale mais do que alguma coisa que pudesse ocorrer de verdade (ou estou sendo pouco criativo). Até onde eu sei, o velho Einstein morreu nos Estados Unidos e no fim da sua vida, ele disse suas últimas palavras para a enfermeira. Ele falou em alemão (sendo um alemão, natural,… e pessoas em momentos críticos acabam usando sua língua materna…) e a enfermeira não sabia coisa alguma em alemão… as últimas palavras de um cientista considerado gênio se perderam no ar… ele poderia ter em um último estalo ter entendido a teoria do campo unificado, poderia estar comentando algo sobre o colchão, poderia estar fazendo um elogio galante para a enfermeira ou ainda estaria praticamente teorizando sobre uma unificação com a enfermeira naquele colchão… improvável? Sim, bastante. Não é impossível.

A verdade e/ou uma resposta certeira estragariam a brincadeira e matariam uma infinidade de possibilidades. Como não dá pra viver entre infinidades, que cada um faça sua escolha. Pode ser uma escolha idiota (você já leu o texto anterior?)

Bom, a minha idéia para esta coluna estava incompleta, logo, juntei com um outro conteúdo que pode, pelo menos, ser útil. Olha a hora!!!
(fim da coluna)

Olha lá! No forno… a massa deve estar totalmente cozida e macia. Retire do forno. Distribua os canelones nos pratos e, se preferir, decore com pimenta-do-reino moída grosseiramente e folhas de manjericão. A parte da decoração e/ou da grosseria são opcionais…

Rendimento: 4 porções (chame amigos! ou faça amigos! Se tiver plano de saúde, melhor!)


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FOi no que DEU! 002















Pesquisa revela que sexo causa impotência

ou Como falar sobre formigas subindo o Everest,…

por Fábio “Blablonski” Martins

Há uma velha história que pela lição só pode ser chinesa (sim, claro, não lembro dos detalhes)… fala de um homem que chegou em um vilarejo e foi cercado pelos moradores do lugar. O homem ergueu seu braço e apontou com o dedo a lua! Chegamos ao ponto em que vem a mensagem: os idiotas olharam para o dedo e os sábios, para lua.

(Se você for contar esta pequena história fazendo uma encenação, pode se divertir a valer com aquelas pessoas que vão se fazer de desentendidas ao deixar de olhar para o dedo e procurar o alvo na conclusão da narrativa…).

Desta vez, eu quero optar por olhar para o dedo… e não é por desconfiar que o forasteiro é um baita sacana que criou uma bela distração para fazer algo ou dar no pé ou ainda fazer algo e logo dar no pé… até porque certamente estaria cercado de idiotas e a distração não seria tão eficiente.

Vamos optar pelo caminho do idiota. Para exercitar, para não perder a opção, para experimentar,... Isto é um convite válido por tempo limitado.

Martin Luther King disse em certa ocasião (e não sei qual foi): “Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira”. Esse era um cara que realmente gostava de maçãs!

Pensando em maçãs, poderia tranquilamente citar Eva, mas isso seria óbvio… e não só isso.. até porque o problema todo não foi comer meramente uma fruta, nem de repente a questão do sexo como quero acreditar, mas deve ter sido mais provavelmente pela tomada do dito conhecimento do bem e do mal… e pelo desafio ao regulamento imposto… ou não e tudo faz parte de um plano maior que envolve sim uma série de problemas, desafios e redenção, mas não quero me aprofundar mesmo nesse assunto… até porque tendo acontecido ou não, não temos certeza de que era uma maçã… o mais legal seria até entender a escolha da maçã para fruto/fruta proibida… não…

A maçã! A fruta mais disseminada pelo mundo e que possui umas 7500 espécies e variedades! Uma fruta benéfica para a saúde (humana, pelo menos) de muitas formas. Uma fruta sim, mas não um fruto… um pseudofruto… como a pêra e o morango entre outras. A falsidade da maçã até não me incomoda tanto.

O problema de fato são os produtos com sabor de frutas… Certa vez, encontrei gelatinas com sabores exóticos do Brasil. Tinham belas e exornadas (achei a palavra e tentei colocar aqui - consegui) embalagens. Tinham até um bom texto no verso apresentando a fruta a qual remetia até com possíveis fatos históricos relacionados. O detalhe é que as gelatinas tinham uma porcentagem ínfima de extrato ou suco natural da fruta… A gelatina não tinha o sabor da fruta… tinha um ponto de partida e uma sugestão. Aquela gelatina era uma homenagem a alguma fruta.

Você pode achar que eu perdi a linha de raciocínio… ou entender que não havia uma… mas tenha em mente que se eu estivesse perdido, estaria divagando sobre sexo,então,… não, não vou tratar de sexo… vou fazer mais uma curva à esquerda…

Bom,… sobre a gelatina e não sobre a gelatina… pode não ser um problema ela ser apenas em parte aquilo que se pretendia dela. Pensando na física, a matéria é repleta de nadas… de vazios… se tudo fosse efetivamente compactado, caberia em muito pouco espaço (mas se o que existe ficasse reduzido ao mínimo, haveria espaço sendo que não haveria nada que o ocupasse?). Podemos também pensar que boa parte do que existe é repetição, é padrão… e daí, vem a idéia que deu origem a formatos como o JPEG e MPEG… que buscam eliminar/comprimir ao máximo informações repetidas nas imagens/dados. Talvez baste a essência. Talvez com pouco se faça muito…

Quanto à falsidade da maçã… quem se importa se ela é um falso fruto… ela ajuda tanto a evitar derrames, eliminando colesterol e excesso de água no corpo, dificultando a absorção de gorduras e glicose… e até atuando como laxante… (bah, essa não precisava…). Se ela faz algo bom, qual a importância do motivo… tá, isso pesa…, mas mesmo pessoas podem fazer coisas boas ainda que com intenções erradas ou sem se dar conta. E sim, isso com certeza dá pano pra manga… (ah, isso me lembra de uma pessoa que é alérgica a manga… e ela é referencial para testar coisas que possam ter suco natural de manga… como picolés… pelo menos, ela se favorece de sabores artificiais).

Eva? Deixa a Eva,… E não me venham com piadas sobre cobras…

Quanto a citações, vamos usar com moderações… pessoas pensam e falam, mas também mudam de idéia. E têm todo o direito de fazer isso. Em trabalhos científicos, pessoas são desencorajadas por orientadores a utilizar mais de um teórico porque estes podem se contrapor…, mas em certos casos, mesmo um único autor pode gerar diferentes pontos de vista… As pessoas deveriam ser mais tranquilas sobre isso e consigo mesmas.

Quanto a olhar ou o dedo ou a lua… Que tal olhar para os dois? Se não houver exigências para que se opte por apenas um, aproveite ambos.

Sobre histórias chinesas sobre sabedoria… vou tentar pegar outras coisas mais diversificadas… é tão clichê trazer uma historinha oriental (sem desmerecer a sabedoria oriental…)… vamos tentar variar mais isso… alguém aí tem uma história bacana sobre suecos ou suecas? Eu sei que alguém deve ter…

Que curva à esquerda… Voltar ao ponto de partida nunca é o problema… A questão é não voltar de ré ou não perder a bagagem.


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FOi no que DEU! 001

Norueguês inventa computador biodegradável
ou Complicar é fácil, assim como o inverso,…


por Fábio “Blablonski” Martins

Por que facilitar se dá pra complicar? Facilitar? Facilidade é uma ilusão. Acredito (eu) que a complicação sempre faz parte do esquema. É uma teoria. O que se pode fazer na melhor das hipóteses é colocar a complicação em lugar mais favorável… fora da vista de preferência.

Pode ser questão de dualidade, equilíbrio ou mesmo lei de Murphy pra variar, mas a complicação faz parte de tudo e tende a manter um patamar estável (ou algo parecido).

Para tentar formular e apresentar a idéia, é sempre favorável buscar um exemplo… de repente, um equipamento… tá, pensemos em um equipamento. Em certo momento no passado, este seria consideravelmente simples até pelas limitações técnicas do momento e a falta referências pregressas. Este equipamento ou objeto era bastante simples em sua construção e permitia uma utilização complicada levando em conta que iria requerer um certo grau de habilidade e/ou força por parte do usuário. Com o tempo, este objeto teria evoluído. Poderia ter se tornado menor em tamanho e mais útil. Chegando até este ponto, a construção ou montagem do objeto ficou complexa enquanto sua operação foi possivelmente simplificada. A complexidade não deixou de existir. Ela foi redirecionada para outro ponto… da utilização para a montagem…

No caso dos relógios,… toda uma caminhada do homem para conceituar o tempo, estabelecer padrões (e mesmo assim tantas dúvidas se proliferam…),… e, então, objetos para contar o tempo. Hoje, os relógios poderiam ser feitos em uma escala tão pequena que nem seriam visíveis… sim, isso os tornaria absurdamente inúteis… com isso, onde cabia um relógio, hoje se pode agregar um celular, calculadora e tantas outras funções (e olha que nem estou pensando no tempo em que relógios ocupavam grandes espaços em construções arquitetônicas de grande porte).De ampulhetas a relógios atômicos, o observador teve todas as vantagens, mas aqueles que produziram os instrumentos tiveram que lidar com pesos, engrenagens, lubrificantes e com o tempo, átomos… Se a idiotização da população seguir em ritmo estabelecido, o conhecimento sobre a manufatura de objetos complexos estaria comprometido? Pode ser. Estaria o futuro comprometido? Vai ver que sim, por isso, vá escrever livros, fazer filhos, plantar árvores ou mesmo escrever com seus filhos um livro sobre como plantar árvores e ganhar tempo para fazer coisas mais interessantes. Ah, o mundo é um lugar estranho… tomara que seja sempre assim. Até porque me perdi no assunto.

Logo, pode-se pensar um coeficiente de complexidade. Podemos buscar simplificar um atributo/aspecto/etapa de algo, mas a complexidade deve se manter constante através de redistribuição.

A vida para uma pessoa média (sem desmerecer ninguém) é bastante fácil, mas ela não acompanha ou mesmo sabe como as coisas que a cercam foram feitas ou ainda como funcionam. De fato, em muitos casos, isso realmente não é necessário ou tiraria toda a graça das coisas. Podemos recorrer a idéias como “é preciso ser ignorante pra ser feliz” ou ainda “você não precisa nem de longe ser um especialista em genética para fazer um filho” ou mesmo ainda “você (infelizmente) não precisa nem ser gente boa para fazer um filho”. Seria até melhor não ter exemplos para provar esta idéia.

Hã? Norueguês? Esquece isso…

Voltando ao assunto, se fosse pirar mesmo, daria pra pensar nos atributos de caos e ordem. Como a ordem gera padrões lineares infinitos que tendem ao caos e o caos gera ciclos que poderiam acabar em padrões ordenados e tudo isso se mistura e vai saber onde vai parar…

Isso quase me faz sentido. Não, mas não se aplica a mulheres. Você pode simplificar ou tentar simplificar algo em torno de uma mulher, mas não é possível neste universo fazer tal coisa. Não é nem preciso ser muito esperto para descobrir isso. Você pode sim potencializar sua complexidade e se dar muito mal.

Pensando agora este texto… visto que tornei simples sua produção (e usando uma situação jocosa fácil para ilustrar…), devo encarar complicações após sua publicação. Talvez uma mulher injuriada mande um comentário, talvez alguém tomando as dores da mulher injuriada querendo fazer pose ou até mesmo uma pessoa de fato inteligente criticando a idéia principal do texto e não uma alegoria ou outra apresentada. Vamos fazer disso uma experiência (se possível)… Mandem comentários… Se for preciso, desdobraremos a questão…

Ah, e como não voltar também ao conceito de que a felicidade está nas coisas simples?… Não me venham com essa! A felicidade parece ser volátil. É possível sim, mas isso já gera toma um outro exercício de imaginação. Com toda certeza não é uma questão fechada.

Vocês acham que foi simples escrever isso, né?


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